Na semana
posterior ao incidente do rio, minha mãe comunicou-me sua decisão:
"Eu me casaria com Giovanni na próxima quinta lua cheia."
Não recordo
se o arrepio que senti foi de medo ou de felicidade. E por primeira
vez minha mãe começou a instruir-me nos ofícios de
uma boa esposa. Preparou meu vestido e fez a cama dos noivos como mandava
a nossa tradição.
Depois dos festejos
da boda, como um cordeiro ao matadeiro, me encaminhei ao único quarto
da casinha onde iríamos viver eu, Ginni e a Loba. A minha
ingenuidade, inexperiência e uma estranha felicidade, cegaram minha
razão. Naquele momento, não compreendi a triste realidade.
O brilho nos olhos da Loba denotavam uma paciência contida e felicidade
angustiante, deixavam vasar de seus olhos o maquiavélico plano que
ela tecia nas minhas costas...

