Aquele
homem bonito não passou desapercebido aos olhos da Loba que atacou
em diversas ocasiões. Milagrosamente, ele parecia seduzido
pela minha figura ingênua e sofrida, esquivando-se do fascínio
que exercia "ela".
Sem conformar-se,
a Loba esperou uma noite de lua cheia, quando Giovanni foi nadar no rio.
Eu a segui, fiquei escondida, vigiando atrás dos arbustos. Ela subiu
na pedra mais alta, onde a cachoeira desprendia seu véu de noiva,
e num passe de mágica, se desnudou expondo o seu corpo perfeito
aos raios de prata da lua. Nem mesmo eu que convivia com ela,
consegui deixar de admirar tanta beleza. Somente Giovanni pareceu
enojar-se e nadou para longe, distanciando-se do lugar.

