Marisa...
Era esse o meu nome embora todos me chamassem de Mari. Nasci daquela
criatura estranha e malvada, odiada e desejada, excomungada pelo povo da
região.
Aquela mulher
de pele branca e indescritível beleza, vagava entre bosques e colinas,
sempre de negro, envolvida pelo manto de sua beleza malígna. Aterrorizava
às mulheres com a sua presença e atraía a qualquer
homem, possuindo e sendo possuida por eles.
Nas noites de
lua cheia, a loucura lhe invadia a alma. Subia feito gata nos telhados
das casas e entonava canções incompreensíveis que
aterrorizavam seus ouvintes.
E eu... estava
condenada a ser a filha daquela que uivava nas noites de lua clara, maldita
como o fruto da Loba.

