Depois
de caminhar pela neve muitas horas seguidas, com o frio congelando o coração,
cai desfalecida, desejando, esperando aquela sombra que chamam Morte. Despertei
com o caldo quente em minha boca e dois vultos borrosos se transformaram
em freiras...
__Quem é
você? perguntou uma delas.
__Qual é
o seu nome? indagou a outra.
E eu mergulhei
fundo em um torvelino de imagens girando sem parar, obrigando-me a olhar
no poço escuro do meu passado. Como presa de uma teia de aranha
pegajosa e envolvente, fui rasgando, penetrando no terror, no medo, na
indignação do que foi ela: A LOBA.
